Hoje, vamos esquecer histórias tristes, vamos esquecer desabafos deprimentes, e vamos concentrar-nos na nossa imaginação.
Fechem os vossos olhos, não ouçam mais nada a não ser o bater do vosso coração, e música da chuva, que entra tão suavemente pelos nossos ouvidos, que até nos dá vontade de dançar.
"Fechei os olhos, e comecei então a dançar ao som da chuva. Calcei-me, e fui para a rua dançar com ela. De repente, alguém me deu a mão, não consegui ver quem era, pois estava envolvida numa luz, que suavemente acalentou a minha Alma, o meu Espirito, o meu Coração.
Ouvi uma voz que me perguntara: -"Acreditas na Felicidade?", após uns momentos de silêncio, ao responder a aquela pergunta, os meus pés levantaram-se do chão. - "ESTOU A VOAR!!" - dizia eu apavorado! Tive algum medo, mas algo me dizia para não recear.
Uma pequena voz, que parecendo vir do nada, fazia a mesma pergunta, que outrora havia sido feita por aquela voz misteriosa. Mais uma vez, no momento em que ia responder, ao chegar à "segunda estrela à direita e então directo, até amanhecer", apareceu a Terra do Nunca. Nunca tinha visto nada assim! A perfeição pairava sobre aquela "ilha", TUDO era possível, desde que usasse-mos a nossa imaginação e tivesse-mos o poder de acreditar. Os campos estavam cobertos por lindas flores, as árvores carregadas com frutos deliciosos, davam guarda aos passarinhos que nelas habitavam, do mar, sentia-mos nos pulmões o ar salgado, e de lá, conseguia-mos ouvir o cântico das Sereias.
Quando chegámos, estava à minha espera uma pequena Fada chamada Sininho. Fiquei perplexo e sem reacção, os meus olhos não conseguiam acreditar em tudo aquilo que viam. Entretanto, a Sininho envolveu-me com os seus pózinhos de prelim pim pim e com a sua suave voz, de forma terna e com um enorme sorriso nos lábios disse: -"Pensa em coisas boas, e conseguirás voar sozinho!". -"E se eu cair?" - Perguntei eu com algum receio. -"Se confiares nos teus Bons Pensamentos, não vais caír." -Respondeu-me ela com ar confiante. Então, fechei os olhos, pensei em tudo aquilo de bom que tenho na vida. Abri os olhos e estava a flutuar no ar, enquanto a Sininho saltava de contentamento.
A Sininho começou a voar e pediu-me para que a seguisse. Levou-me a um descampado, cheio de crianças. -"São os Meninos Perdidos!" -pensei eu, e foi então que do meio da "pequena" multidão, apareceu um rapaz sem sombra, com um pequeno gorro verde na cabeça, um grande sorriso nos lábios, e um enorme brilho nos olhos. -"Este é o Peter Pan!" - sussurrava-me a Sininho ao Ouvido.
-"O que estás a fazer aqui na Terra do Nunca?" -Perguntou-me ele, com ar de quem já conhecia a resposta. -"Não sei, fui trazido para cá, pelas Fadas..." -Respondi eu um pouco confuso.
Foi então que se aproximou de mim, colocando a sua mão esquerda sobre o meu ombro, e apontando a outra para os "Meninos Perdidos", perguntou-me: -"Sabes porque é que todas estas crianças estão com um sorriso na cara? Porque todas elas Acreditam na Felicidade! Todas elas vivem das suas fantasias, boas recordações. Compartilham entre elas a Magia do Amor, a Magia de saber viver! Todas elas lutam todos os dias, à procura da sua Felicidade, lutam para Acreditar, lutam, porque têm Fé! E tu Rui, Acreditas na Felicidade?". Foi aí então, que me apercebi de quem era aquela voz misteriosa, e ao responder-lhe, acordei. Olhei em meu redor, estava no meu quarto. Levantei-me, troquei de roupa e preparei-me para sair de casa, ergui a cabeça para o Céu, e olhando para a única estrela que ainda brilhava no Céu ao amanhecer, e com um grande sorriso estampado na cara respondi: -"Sim Peter Pan, Acredito!".
quarta-feira, 9 de abril de 2008
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